A nossa geração vai ser a primeira em que vamos envelhecer progressistas, sem nos escandalizarmos com a novidade, a suspirarmos saudosistas pelo futuro, a aceitarmos o inaceitável, a sermos menos papistas que o aiatola. Muitas gerações passadas reclamaram estas suspeitas sobre si, mas acho que é desta. A minha geração não vai ter velhos jarretas, nem censores do restelo, nem reaccionários quadrados.
Dúvido que aquilo que a História me ensina possa ser chamado de equilíbrio cósmico, mas tudo isto me faz suspeitar que a geração seguinte, a dos nossos filhos, vai ser feita de adolescentes envergonhados dos pais pelas melhores razões, depois adultos retrógrados, finalmente idosos ou rabugentos ou tímidos. Bem hajam!