Guia de Leitura do Ainda Não Está Escuro
Esta minha mania de seccionar o blogue em rubricas não é bem uma mania. No fundo é uma estratégia tão insignificativa como insignificante. Os títulos não são aleatórios mas inspiram posts eclécticos: porque os forço, porque os estico, porque a minha inspiração é aleatória, porque a minha desinspiração é maquilhável.
Até agora contabilizo umas quantas secções criadas, algumas ainda sem a confirmação de uma sequência. Contabilizo outras tantas a serem criadas futuramente. Penso inconclusivamente logo existo.
O guia de leitura que vou elaborar é sobretudo de utilidade para mim que começo a esquecer algumas atoardas que já soltei lá para baixo.
“Wishful thinking, wishful drawing” – já leva 3 edições e corresponde à tradução mais primária que se possa extrair do título. Pensamento esperançoso que se transforma em rascunho. É-me conveniente naqueles dias em que as teclas escaldam e um lápis é muito mais seguro.
“O meu bigode hoje acordou assim…©” – é um título com algumas presenças mas que pode estar perto da extinção. Gerir um blogue é fácil. Gerir um casamento com uma mulher adversa a pilosidades infra-nasais (infra, não intra) é outra história.
“Na rua Walser” – teve apenas uma edição, ainda por cima transcrita de um blogue antigo que possuí. Não tenho passeado por essa rua e com pena o constato. Pretendo lá voltar e tirar umas fotografias.
“Sobre...” – “sobre” pode ser sobre qualquer coisa. São posts recorrentes e que preenchem as minhas necessidades estilísticas básicas. Uma colherada de efabulação, banalidade q.b. , uma chávena certa de aliteração ou eufonia e palavrosidade a gosto. Às vezes uso paranomásia. Pelo menos é o que diz na embalagem.
“Revista de blogues” – tinha-me esquecido deste espaço. Vejo blogues e faço citações. Vejo-os só mentalmente, though.
“Licença para matar caducada” – fala-se aqui de todos os James Bond que nunca fizeram de Daniel Craig.
“A História não sorrirá quando se lembrar deles” – os posts assim entitulados correspondem normalmente a um pequeno friso com fotografias de déspotas demoníacos, criminosos cruéis e o Miguel Góis.
“O que pensa Eusébio o eu sábio” – outro que ainda só teve um momento. Uma análise filosófica e esquizofrénica dos fenómenos desportivos. Como todas as análises dos fenómenos desportivos deviam ser.
“Epitáfio” – Textos para serem inscritos na minha pedra tumular, demasiado extensos e despropositados para serem inscritos na minha pedra tumular. Uma excelente desculpa para eu falar de mim na 3ª pessoa.
“Desafiando a morte” – ou quando os limites da fatalidade são achincalhados, não necessariamente com a imprecisão de um contexto. “Onde está pois ó Morte o teu aguilhão?” (I Coríntios, 15:55)
Finalmente ainda existem posts cujo título é um ano em numeração romana e que discorrem sobre qualquer preciosidade (ou banalidade - you say potatoe…) que recordo dessa data. Com o nome “Disclosure” ainda só escrevi uma vez e, ainda que seja um espaço de revelação institucional de segredos íntimos, não posso ainda revelar como se desenvolverá futuramente.
Boas leituras (com um gesto simpático aponto para os linques à minha direita).