Sexta-feira, Julho 10, 2009

Publicidade Institucional (lisbonense)


Entro às 23:30 para acabar com a festa: serei o símbolo da opressão policial encabeçando a desokupação.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Publicidade Institucional (vimaranense)

No Cover


Estreia logo à noite.
"No Cover" é uma peça do mexicano, flu-free, Luis Mario Moncada. A encenação pertence ao Marcos Barbosa e andam por lá umas cançonetas minhas escritas propositadamente para o efeito (e outras que ajudei a piratear). Ahoy! Guimarães calling.

Terça-feira, Julho 07, 2009

80 mil a cantarem o nome de Eusébio. Ronaldo com bronzeado insuperável e sorriso a superá-lo. O poeta Gabriel Alves a comentar na TVI. Eu quase nos 30, mais de metade deles a desdenhar do futebol. Como pode uma pessoa estar tão errada?

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Alguém me ponha a dirigir um jornal!

Nos dias em que um gajo não tem tempo para ver notícias uma coisa devia ser expressamente proibida: ministros demitirem-se na sequência de terem simulado cornos com os dedos indicadores para uma bancada comunista. É que são quase 3 da manhã e os vizinhos ainda acordam com as minhas gargalhada surpreendidas.

Adivinha

Qual é coisa, qual é ela, que tem uma Lady in Red e não é o Gene Wilder nem o Chris de Burgh?

Zé! - b Fachada.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

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Hoje, 1 de Julho, no Cabaret Maxime às 23h. Jónatas Pires dos Pontos Negros a solo (mas com banda*).

A foto foi tirada pelo prodigioso Tiago Miranda.
*-banda constituída pela Miriam Macaia (Orquestra Barroca Divino Sospiro) nas vozes e violino, Ivo (ex Triplet) no baixo , David Pires (Os Pontos Negros) na bateria e vozes , Tomás Cunha Ferreira (Quais) no Ominchord, xilofone, harmónica e vozes, e eu (Samuel Úria) na guitarra eléctrica e nas vozes.

Sábado, Junho 27, 2009

Velha escola na velha cave!



Sobre esta fotografia do Tiago Miranda uma quadra inspirada no Tiago Guillul:
Isto não é Photoshop
Aqui não há quem chore.
Que se dane o Folclore
Isto é Roque enrole!


O braço pintalgado de sinais no canto inferior esquerdo é meu. Quase nos 30 , mas ainda cicatrizo como um puto de 15.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Se isto não é um sinal para eu tirar férias...

Sempre que estou demasiado atarefado para escrever no blogue alguém grande morre. Era escusado mais este buraco negro, mais este atarefamento de imaginar o mundo sem Michael Jackson.

Sexta-feira, Junho 19, 2009

If they mated

O baixista é uma versão bonitinha de mim, o vocalista quase. Devem ter sido gerados em laboratório com centrifugação de baldes de esperma velhinho dos The Clash e algum dedal de esperma novo dos The Streets. Isto tudo para salientar que há quem saiba dançar mal na perfeição.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

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19 de Junho:
Centro Norte? Centro Sul? Estamos tão lá, baby!
(O Coração vai lançar no Maxime um disco que é um regalo)
(O Guel, o Lipe e eu vamos mostrar aos viseenses o charme da impreparação)

Terça-feira, Junho 16, 2009


Sapatos com salto de cunha, não gosto. A moda até pode varrer a próxima década que a História dar-me-á razão. Chávez, Obama e sapatos de cunha serão o meu recorrente "I told you so!"

Sexta-feira, Junho 12, 2009

Big time small print

Hoje vou estar às 18:30 a actuar na Fnac do Chiado e também hoje, também às 18:30, também a actuar, vou estar com o Tiago Guillul no Largo de S. Carlos. Tem-me faltado alguma saúde, mas a ubiquidade está impecável.

(a minha prestação no Largo de S. Carlos começará com meia hora de atraso. Motivo: actuação na Fnac do Chiado)

Terça-feira, Junho 09, 2009

Ponto deceit uação

Desde a última vez que aqui escrevi muita coisa me aconteceu. Como ter aceitado participar num Big Brother tedioso (recuperando o paradigma da artisticidade bruta pegada ao bocejo), ter felicitado um eurodeputado pela sua eleição via sms, ter recebido a notícia da morte de um herói de infância, ter recebido a notícia de que um herói de infância morreu numa mal sucedida masturbação. Mas se alguma coisa interessante tivesse acontecido eu já tinha retomado a escrita.

Domingo, Maio 31, 2009

"Twilight" who???

Terça-feira, Maio 26, 2009

E por falar em 10 de Junho...

No próximo dia 10 de Junho vou escrever e gravar um pequeno disco. Está tudo programado, com excepção de tudo o que não é programação.
Assim será o meu dia 10:
De manhã escrever uma mão cheia de cantigas.
À tarde gravar instrumentais.
À noite gravar as vozes e fazer as misturas.

Para o efeito decidi democratizar o disco. Criei um email que só abrirei na manhã de 10 de Junho e para onde me poderão enviar sugestões, quadras, instrumentais, batidas, fotos em biquini.
Aguardo-vos em portugalcamoesecomunidades@gmail.com

Segunda-feira, Maio 25, 2009

"Como é que eu hei de me ir embora (...) marmelinhos quase de fora."

Ao som de uma musiqueta minha o ilustríssimo Manuel Jorge Marmelo engendrou a sua própria cantiga. O Manuel Jorge Marmelo, é que nem mais. Eu o catalizador para um devaneio com Carlos Tê e MTV All Stars, é que nem menos. Quem precisa de uma medalha no 10 de Junho?

Bem sei que é moda e coisa e tal,
Que o rasta é dred, é um amor,
E agora é tanto o black power
Que até os brancos são de cor

Mas tu devias, quer dizer,
Escolher melhor as companhias,
Que eu também gosto de crioulas
Mas não pode ser todos os dias.

Tu és bonita que eu sei lá.
Podias ser a minha Beyoncé.
Entrar num clip do Sean Paul.
Ser musa de um verso do Carlos Tê.

(bis)

Maldição, ultraje, desrespeito,
Esse vício que apanhaste, o da kizomba;
Não me faz bem nenhum ver-te dançar,
Ainda acabo a levar na tromba

Tu és bonita que eu sei lá.
Podias ser a Beyoncé.
Entrar num clip do Sean Paul.
Ser a musa do Carlos Tê.

Não devia ter ido à discoteca
Ver-te dançar a tarraxinha;
não sei porquê esta ilusão
de que um dia ainda vais ser minha.

Tu és bonita que eu sei lá.
Podias ser a Beyoncé.
Entrar num clip do Sean Paul.
Ser a musa do Carlos Tê.

(bis)

M.J. Marmelo.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Bénard

Chegou hoje o meu televisor novo. Nunca foi tão fácil escolher o DVD para estreá-lo.

Quinta-feira, Maio 21, 2009

+

Primeiro Granja. Dias depois Bénard da Costa. A morte é um serial killer.

O Twitter não está à mão e o Zé Pedro dos Xutos é incapaz de pronunciar Pete Doherty.

Quarta-feira, Maio 20, 2009

i

Que o pecado da novidade não seja castigado com a ausência de um artigo sobre a FlorCaveira.

Quinta-feira, Maio 14, 2009

Publicidade Institucional


Samuel Úria no norte da (cauda da) Europa.

Quarta-feira, Maio 13, 2009

While I was out




Enquanto estava fora, e no espaço de uma semana, 3 belos discos de malta amiga.

Segunda-feira, Maio 11, 2009

O que me lixa...


...o que me lixa é que entre Mexia, Furtwängler e Araújo Pereira eu vou ser uma espécie de Miguel Góis da pandilha.

Koniec

A morte do Vasco Granja foi um ardil rasteiro (uma rasteira ardilosa?). Um blogger não pode continuar a hibernar depois de uma notícia destas. Ainda resisti alguns dias mas cá estou de novo, a céu aberto, estupidamente incauto (incautamente estúpido?), como um John Wayne que se tivesse deixado abater à porta da prisão no Rio Bravo.

Um blogger não pode continuar a hibernar após a notícia da morte do Vasco Granja. E não invoco este nome como qualquer revivalista dos anos 80 que veste umas leggings. Ícone sem dúvida, mas não dos meus anos 80. Ícone no sentido mais bizantino da palavra, que até cheguei a guardar religiosamente uns pedaços de papel de cenário com a caligrafia do senhor, oh! admirável relíquia.

Há quem lembre Granja na sua caricatura: o tipo que passava desenhos animados checos feitos com novelos de lã. Eu lembro-o na sua magnificência: o tipo que passava desenhos animados checos feitos com novelos de lã. Acrescento à equação o puto que via, fascinado, os desenhos animados checos feitos com novelos de lã. A quem mais poderia agradecer os tricotados que hoje executo?

Indefectível de Granja - my middle name. Até quando, em tempo de caça às bruxas pedófilas, o seu nome foi cochichado, assim me mantive: infectível de Granja. Seriam seguramente um mal-entendido tais boatos. Confundiram o conhecido comunista Granja com o conhecido pequeno almoço dos comunistas. Criancinhas de propaganda, só isso.

Eis que regresso aos posts da maneira mais previsível. Quando morre uma personalidade de culto, não há que esperar outra coisa da comunidade bloguísitca. Previsivelmente assinala-se. Na verdade, fugir ao previsível nunca foi o meu forte. Eu sou o gajo que, para aí em 1989 (ano inolvidável nas suas aliterações: o Batman de Burton, o ciao a Ceauşescu) fui à feira do livro da Escola Preparatória de Tondela e perguntei à Isabel Alçada para quando “Uma Aventura em Tondela”. Previsível como tudo! Mas, em 89, um previsível perfeitamente displicente, que nunca gostei da ideia de livros de aventuras adolescentes escritos por professoras cheias de laca.

20 anos depois, previsível mas não displicente. Vasco, granjeaste aqui um admirador para sempre. E o “granjeaste” também era previsível.

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Jactancioso

Não há vã bazófia quando a expressão é "effing coolest thing I’ve seen in a while"

Cogito, ergo sit

Miguel Veloso voltou esta quarta-feira a falar à comunicação social, mantendo um estilo de discurso na terceira pessoa do singular.

Samuel Úria aprova, tanto o auto-hetero-porta-vozismo, como o jornalismo que tão bem o assinala.

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Lajeosa do Dão is thicker than water

Não cheguei a conhecer o meu avô paterno. Ontem soube que o seu registo militar apontava-lhe 2,04 metro de altura. Soube também que começou a beber já velho e isso fê-lo morrer ainda novo. Mais, pelo que escutei, o meu avô era uma espécie de génio enclausurado numa modesta aldeia beirã.
O sangue é coisa turva: eu pouco passo do 1,90 metros e nem sequer fui à tropa; olho para a minha garrafeira e não sei que dela fazer. Mas pelo menos sou um modesto aldeão beirão enclausurado no meio de génios.

Sexta-feira, Abril 17, 2009

Enquanto o meu blogue sofre o silêncio da autocensura

Terça-feira, Abril 14, 2009

Afinal a Arte é que imita a vida. Depois, plena de manha, a vida disse "eu sou parva"" e a Arte repetiu "eu sou parva!". Depois a vida riu-se e a Arte irritou-se. Depois nasceu o neoplasticismo.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Se soubessem o que eu estava para escrever aqui agradeciam-me o prolongado silêncio. Blogger negligente o tanas.

Quinta-feira, Abril 02, 2009

Conselho a Sócrates

Blame it on Xenofonte.

Sábado, Março 28, 2009

A contribuir alegremente para o índice de desigualdade


De um lado os socialmente desfavorecidos. Do outro os favorecidos pelas lentes da Vera Marmelo.

Terça-feira, Março 24, 2009

Press Release

Quando se fala em “novas vozes portuguesas” é humano, como o erro, pensarmos nos viveiros televisivos de vozes, aqueles shows de realidade em que cantores aspirantes aprendem e praticam e emocionam-se e apaixonam-se diante dos nossos olhos. Ora esses concursos tiveram o condão de pôr comuns cidadãos, como eu, a saber o que se passa numa aula de canto, a ver o esqueleto das técnicas e dos exercícios e dos objectivos e dos artifícios. A voz , pelo que assisto, será uma espécie de animal selvagem. O domínio e o talento vocais serão um rodeo, o concurso para ver quem se aguenta em cima do mustang a espernear, quem consegue acenar o chapéu enquanto o animal se enraivece entre as nossas pernas.

Esqueçam isso tudo. O talento vocal não é isso tudo, a voz não é nada disso. Desliguem a televisão e esqueçam.

A primeira vez que ouvi a Márcia a cantar acho que suspirei, em parte pela melancolia da canção, em parte de alívio. Alguém que sabe usar a voz sem obrigatoriamente testar os seus limites, que alívio! Uma “nova voz portuguesa” que me faz suspirar de alívio, que alívio! Gosto que me cocem suavemente a nuca e acho que foi mais ou menos isso que a canção da Márcia fez.

Mas nem só de um dotado aparelho vocal isto se trata. Nem só de um aparelho dotado e superiormente manobrado. Também há canções, dedos serpenteantes na minha nuca.

Ainda não conhecia a Márcia pessoalmente quando, por email, me convidou a partilhar com ela o palco do Cabaret Maxime no dia 26 de Março. Seria uma espécie de estreia sua numa sala com esta dimensão e tradição. Demorei 5 segundos a pensar no convite, 6 segundos antes já tinha aceitado, ainda nem tinha aberto o email e já sabia que sim.

Sou, na minha música, imperfeccionista – por condição e por militância – e assim muito me honra a ousadia do convite da Márcia. Um concerto que será de contrastes. Pelos vistos até a gajos que usam reality shows como exemplos acontecem coisas boas.

Samuel Úria, Março de 2009

Quinta-feira, Março 19, 2009

Fotocopiem e ponham em para-brisas de carros



Segunda-feira, Março 16, 2009

aujourd'hui


É isso aí galera!